Sentei-me numa cadeira ao lado da cama, não havia mais nada a fazer senão esperar, esperar que ele voltasse para o meu lado ou, na pior das situações, para o lado de outro alguém. Esse outro alguém era a cruel e fria morte. Não havia nenhuma outra maneira mais formal de dizer isto, porque era a verdade, a triste verdade pela qual eu e todos aqueles que amam o meu irmão estavamos neste momento a passar. A minha ignorância perante o que estava a acontecer impedia-me de agir e, sinceramente, não acho que fosse apenas a mim que isso estava a acontecer. O médico vinha e ia como se tivesse de provar que sabe andar ou que faz alguma coisa, no entanto sempre que lhe levantava alguma questão a resposta dele era repetidamente "ainda estamos a ver o que podemos fazer". Foi naquele momento que eu percebi que não é o pensar, o sentir, ou neste caso o ver que mudará alguma coisa, é somente o fazer, a ação de concretizar algo é que faz a diferença. Há quem diga que a mente de certa...
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