Agonia
Foi escorrendo até que entrou. E passou-me à frente dos olhos tudo o que já passou. A vida é curta e sempre foi E a morte parecia lenta, porque o fim sempre dói. Amores passageiros Loucuras e devaneios. Manos de temporadas Namorados e namoradas. Afoguei-me nos escombros E no negro dos teus olhos. Morria mas não falecia Era uma estrada sem saída. Os pulmões cheios e o coração aos saltos. Era agora que ia, e ia feliz. Feliz por mim, Pelas minhas escolhas e por aquilo em me me tornei, E ainda um pouco triste por aquilo que não aproveitei. E morro na esperança de um mundo melhor. E neste último momento só te peço Faz-me a vontade e sê feliz, por favor.