-Segunda chance-


Sempre fomos tão diferentes mas sempre nos amámos tanto.

Já não era a primeira vez que caía em tentação, ou seja, nos braços dele. Só que desta vez para além de conhecer os defeitos dele um por um também os amava. É claro que me quetionava se seria possível gostar dos defeitos de alguém, principalmente dos dele que eram irritantes e exaustivos, mas com o tempo uma pessoa também aprende e, tal como disse, já não era a primeira vez.


A primeira vez que nos amámos foi um caos. Era só amor, mais nada.

Uma relação não pode ser só feita de amor, isso é muito pouco, vale ouro mas é pouco. E foi mesmo por esse enorme valor que me perdi no fim, que nos perdemos por fim. Mas o tempo ajudou, foram-se criando outro tipo de laços, e visto que o tempo não nos curou decidimos tentar outra vez.

Acho que nunca percebi exatamente o que havia entre nós, uma qualquer ligação ténue cheia de excessos e de faltas que se completam, talvez. Só sei que a presença dele me fazia bem e me trazia uma paz de espírito que normalmente só se encontram nas crianças, talvez porque na verdade somos só duas crianças apaixonadas que ainda têm muito para aprender uma com a outra, mas que também já aprenderam muito.

"Talvez nem sequer se amassem mas não conseguiam deixar de se amar."


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